Perrengue no Tinguá
Desde que embarquei pra viver a bordo em 2 de fevereiro.
Sim estou vivendo a bordo do Zephyrus..
Morando no barco.
Desde então não tinha ficado muito tempo no clube do centro.. Barco perto do trapiche.. Mais facilidades, menos privacidade. Não se compara com ficar láááá na poita (bixo do mato, digo do mar)
Longe de tudo do mundo numa casquinha flutuante onde as necessidades são outras, as preocupações diferentes.
Apenas um ponto de ligação com a terra, pronta para o zarpe.
Sábado retrasado entrou um NE com força.. Depois do trabalho -
Sim estou trabalhando em horário convencional..
Depois de anos solta, fazendo free lances e tal estou trabalhando com um sailmaker – fazendo, costurando.. construindo velas..
APRENDENDO. ESPECIALIZAÇÃO ;) Coisa linda!
Então.. Depois do trabalho cheguei no clube de Jurerê e os marinheiros já avisaram a previsão:
-NE roncando.
Quando rola essa condição no ancoradouro norte da ilha, na água ninguém dorme de tanto que balança – e olha q eu adoro um balanço!
Heehehehe Tudo bem, fui na marina ao lado do clube abastecí o tanque, avisei no VHF a BRAVO 26 (estação do clube) e me joguei para o Tinguá, lugarzinho abrigado “do outro lado” logo ali no continente.
Fui que fui.. Amarradona.. No motorzinho. Cheguei no pedaço do céu.
Cheguei lá fim de tarde, tipo quase 6. Tudo preparado para ancorar, fui reconhecer o locar onde eu estive apenas 2 vezes e escolher o ponto onde lançaria âncora, reduzí o motor e ppfff!!
O MOTOR MORREU!!!!!!!!!!!
Âncora na água. Batí a partida outras vezes.. NADA!
Deixei esfriar (não estava muito quente, mas vai saber..) Tentei de novo, NADA!
Nesse meio tempo entrou uma pequena tempestade e eu na chuva.. to make sure que a âncora estava bem unhada, pois usei a âncora pequena.
Fiquei umas 2 horas (talvez até mais) na chuva “tendo certeza da âncora” nesse outro meio tempo conversei com um pescador que tava ali de bateira catarina de madeira, colocando sementes na marisqueira que tem em frente ao morro do Tinguá. Ele falou da Marina São José que tem ali em Governador Celso Ramos e que talvez tenha algum mecÂnico por ali.. Fiz contato e descobri que os mecânicos que prestam serviço ali vem de Floripa.
Mas o Pierre gentilmente me ofereceu resgate – um bote pra me levar em terra. Mas… ir aonde??
Deixar o Zeh ali assim? Sózinho, na âncora num ancoradouro que não é o dele??
Pra completar meu celular estava desligado sem bateria.. haaahaahaha Pegar um ônibus e voltar pra Floripa??? Não fazia sentido. Além do que a chuva era torrencial. Tinha rango, água e boa música, pois em frente a ancoragem estava rolando uma festheeenha de arromba.. com uma sonzeira.. E o que eu havia buscado eu encontrei: Água bem paradinha pra dormir bem. Amanhã é outro dia e TUDO ESTÁ PERFEITO!
No outro dia levantei MEGA CEDO.
Nada de vento.. Nada de chuva… NADA DE MOTOR. Pára tudo!!
ESSE BARCO É A VE – LA !!!!
OK. Mas velejar sózinha … Isso não é um monotipo neh… Mas também tem uma galera que dá até volta ao mundo em solitário.. Dar um pulinho do Tinguá para a sede de Jurerê do Veleiros da Ilha é dar um pulinho ali do outro lado.
Ok. Decisão tomada. Solta a escota da grande, adriça a grande e sobe a âncora… Vento quase inexistente de SO e o Zeh movendo-se lentamente.. a meio nó.. acho q apenas derivando com a maré que vazava. Dois bordos.. uma chamada no VHF avisando o clube que eu estava chegando na vela, sózinha, sem motor e feito!
Com todo o suporte que o clube me dá fica até fácil me aventurar por aí.. haaahaaa
Saudades do mar.
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~ por samirah bastos em 24 24UTC março 24UTC 2011.
Publicado em ancoradouro, barco, mar, marítimo, oceano, porto seguro, race, regatas, sailing around

Sempre me emociono.
recebo por e-mail que voce escreveu novamente… espero com paciencia, as vezes por dias, como que guardado o recheio para o fim o memento de ler sobre ti.
Lindo! Obrigada hoje e sempre por fazer parte disso tudo!
Beijo no coração
E essa é ‘A’ Samirah! Fortaleza!
Beijo Grande!
Shar.
Aaahhaaha né Shar. tava copm medinho né.. mas fazer o q? Encarar.